Simpatia para emagrecer: 10 rituais que funcionam
Disclaimer
As simpatias para emagrecer ensinadas nesse site são de cunho meramente esotérico, não substituindo tratamento médico, nutricional e psicológico.
www.megasimpatias.com.br e seus administradores não se responsabilizam por decisões tomadas com base nos rituais aqui descritos, nem por ônus de qualquer natureza decorrente da realização deles.

Simpatia para emagrecer: o alecrim desidratado
Compre um maço de alecrim desidratado, desses que se acham na feira, e leve para uma área externa. Encha as duas mãos com o alecrim seco e levante até a altura do pescoço. Vá derramando o alecrim sobre o seu corpo, do pescoço para baixo, deixando cair no chão, e diga em voz alta a quantidade de quilos que deseja perder. Diga ao terminar: “caiu de mim o que estava sobrando.” Não recolha o alecrim que ficou no chão. Volte para dentro sem olhar para trás.
Simpatia do bagaço de cana
Pegue um bagaço de cana, facilmente encontrado em feiras livres. Segure com as duas mãos e diga em voz alta: “será doce e fácil perder a quantidade de quilos que eu quero perder”, dizendo o número. Fique alguns instantes com o bagaço entre as mãos, sem soltar. Leve o bagaço até um terreno seco, sem vegetação, e descarte ali. Volte para casa sem olhar para trás.

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Simpatia para emagrecer: a maçã verde
Compre uma maçã verde, que é a azeda; a vermelha não serve para essa simpatia. Diga em voz alta a quantidade de quilos que deseja perder, segurando a fruta na palma da mão. Fure a casca com a ponta de um prego, um furo para cada quilo, contando alto a cada furo. Deixe a maçã num prato até o dia seguinte e repare como os furos escurecem. Diga ao olhar: “por aqui saiu o que era demais.” Descarte a maçã na terra, longe de casa, e não coma nada dela.
Simpatia das uvas verdes
Compre um cacho pequeno de uvas verdes e lave em água corrente. Separe uma uva para cada quilo que deseja perder, contando alto uma por uma. Segure cada uva entre o polegar e o indicador e aperte até estourar, deixando o líquido cair num pires. Diga a cada estouro: “menos um.” Junte as cascas estouradas e o que escorreu num saquinho fechado. Descarte numa lixeira de rua e o resto do cacho em outro ponto.

Simpatia para emagrecer: a semente de mamão
Abra um mamão e retire as sementes com uma colher, lavando em água corrente e deixando escorrer. Conte uma semente para cada quilo que deseja perder e ponha as escolhidas na palma da mão. Estenda o braço na altura do peito, sobre um papel branco aberto no chão, e diga a quantidade de quilos em voz alta. Solte as sementes uma a uma, deixando cair no papel, e diga a cada queda: “cai fora de mim.” Embrulhe o papel com as sementes dentro e descarte numa lixeira de rua. As sementes que sobraram devem ser descartadas separadamente delas.

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Simpatia do manjericão com sal fino
Colha ou compre um ramo de manjericão fresco e retire as folhas maiores, uma para cada quilo que deseja perder. Espalhe as folhas num prato, sem empilhar, e diga em voz alta a quantidade de quilos. Cubra cada folha com sal fino até que fiquem brancas, contando alto uma por uma. Diga: “o sal puxa a água da folha e puxa o que sobra em mim.” Deixe até o dia seguinte, quando as folhas estarão murchas e encolhidas. Descarte tudo na terra, longe de casa.
Simpatia para emagrecer: o azeite na lua minguante
Numa noite de lua minguante, encha um copo de vidro com água e ponha dentro uma colher de chá de azeite extra virgem. Não misture e não mexa: deixe o azeite boiando por conta própria. Diga em voz alta a quantidade de quilos que deseja perder. Diga em seguida: “o que boia não faz parte da água, e o que sobra não faz parte de mim.” Leve o copo para uma área aberta e deixe ali, para que pegue a luz da lua minguante. Abandone o copo no lugar e não volte para buscar.
Simpatia para emagrecer: a ervilha crua
Compre um pacote de ervilha seca crua e separe um grão para cada quilo que deseja perder. Enfileire os grãos em linha reta sobre a mesa, contando alto enquanto posiciona cada um. Diga ao terminar a fileira: “estão todos aqui, e nenhum fica.” Com a mão aberta, varra a fileira inteira de uma vez para dentro de um saquinho, sem deixar grão nenhum na mesa. Feche o saquinho e descarte numa lixeira de rua. O resto do pacote pode ser usado normalmente.

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Simpatia da canjica crua
Ponha canjica crua num copo de vidro transparente até chegar na metade e marque o nível com uma caneta, por fora do copo. Diga em voz alta a quantidade de quilos que deseja perder. Vá tirando os grãos um a um, contando alto, até chegar no número que você falou, e repare no nível baixando abaixo da marca. Diga: “baixou aqui e baixa em mim.” Guarde os grãos tirados num saquinho fechado e descarte numa lixeira de rua. A canjica que ficou no copo vai para outra lixeira, em ponto diferente.
Simpatia para emagrecer: o chá de romã
Numa noite de lua minguante, ferva a casca de uma romã numa panela com água e deixe o chá esfriar por completo. Escreva num papel o seu nome completo e, embaixo dele, a quantidade de quilos que deseja perder. Leve o papel e o chá até um terreno seco e ponha o papel no chão, aberto. Regue o papel com todo o chá de romã, até encharcar. Diga: “que esse peso fique aqui e não volte comigo.” Saia sem olhar para trás e não retorne ao lugar.

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Curiosidades...
Por que alecrim, e por que desidratado?
O alecrim é uma das ervas mais antigas da tradição popular brasileira, e sempre esteve ligada à limpeza. Não à limpeza de casa, mas àquela que se faz sobre a pessoa: passar algo pelo corpo para tirar o que não pertence a ele.
O que quase ninguém explica é por que a receita pede o alecrim seco e não o verde. A diferença é o que cada um representa. Erva verde está viva, cheia de água, em crescimento. Erva desidratada já perdeu tudo que tinha de líquido e pesado, e é justamente esse o estado que se quer chamar. Quando você usa alecrim seco, está trabalhando com algo que já passou pelo processo que você está pedindo.
Repare também no formato do gesto. O alecrim seco esfarela, se solta da mão e cai sozinho, sem que você precise forçar. Erva verde não faria isso: ficaria inteira, presa ao ramo. A tradição escolheu o material que se comporta como o pedido.
O movimento de cima para baixo tem explicação própria e aparece em muita coisa da tradição popular. Nunca se varre de baixo para cima, nunca se passa nada subindo pelo corpo. O sentido é sempre em direção ao chão, porque é para o chão que se manda o que se quer soltar.
E existe a orientação de não recolher o que caiu, que também é da mesma família de gestos. Aquilo já foi entregue e não é mais seu. É por isso que uma simpatia para emagrecer feita com alecrim seco pede área externa: dentro de casa não haveria para onde mandar.
O cheiro forte que fica nas mãos depois é parte do costume também, e os antigos o consideravam sinal de que a erva estava boa.
Vale ainda um detalhe de compra. Alecrim desidratado se acha em qualquer feira e em qualquer mercado, vendido em maço ou em pote. O que se recomenda é cheirar antes: se o aroma estiver fraco, aquele material já está velho demais e a tradição sempre preferiu o que ainda tem cheiro. Erva sem cheiro é erva que já perdeu o que tinha para dar.
Por que o bagaço da cana?
Essa é a escolha mais engenhosa da página inteira, e vale entender o raciocínio por trás.
O bagaço é o que sobra da cana depois que toda a garapa foi extraída. Ele é, literalmente, a matéria que já foi esvaziada. Não é uma metáfora do que se quer, é o resultado pronto do processo: alguém já tirou dali tudo que era pesado, doce e líquido, e o que ficou é leve, seco e oco.
Nenhum outro material da feira tem essa característica de forma tão direta. A fruta ainda tem sumo, o grão ainda tem peso, a erva ainda tem água. O bagaço não tem nada, e é exatamente por isso que ele foi escolhido.
Existe uma segunda camada, que está na frase que se diz. A cana é a fonte do açúcar, o mais doce de todos os materiais da feira, e mesmo assim o bagaço não tem doçura nenhuma. Dizer que “será doce e fácil perder” segurando justamente o bagaço é apostar que a perda pode acontecer sem sofrimento, do mesmo jeito que a cana entrega o caldo sem resistir.
O descarte em terreno seco e sem vegetação segue a mesma lógica. Terra fértil recebe para fazer brotar; terra seca recebe para encerrar. Quem deixa o bagaço num canteiro florido está mandando uma mensagem contrária à do próprio material.
E existe uma vantagem prática que a tradição sempre valorizou: bagaço não custa nada. Em qualquer feira livre, quem vende caldo de cana descarta aos montes, e basta pedir.
Um cuidado prático na hora de pegar: peça um pedaço que já esteja separado do resto e evite o bagaço que ficou molhado de caldo. Bagaço encharcado ainda tem doçura, e é justamente o contrário do que se quer. O ideal é o mais seco que você achar na pilha.
Repare que essa é a única simpatia para emagrecer desta página que não pede contagem. Ela trabalha com a frase dita em voz alta, e não com objetos separados um a um. É um formato mais antigo, em que o número aparece na palavra e não na matéria.
Por que a maçã verde, e não a vermelha?
Essa é a única simpatia da página que proíbe expressamente uma versão do próprio material, e o motivo é de vocabulário.
A tradição popular brasileira dividiu as frutas por sabor há muito tempo, e essa divisão manda em tudo. O doce chama, aproxima e adoça uma relação; o azedo afasta, corta e reduz. A maçã vermelha é a fruta doce por excelência das simpatias de amor, e usá-la aqui seria dizer o contrário do que se pretende.
A maçã verde é azeda, e o azedo pertence à família do que diminui. É o mesmo raciocínio que coloca o limão nas receitas de afastamento e o mel nas de aproximação. Trocar uma pela outra não é detalhe: muda a categoria inteira do pedido.
Sobre o prego, também há uma razão. O garfo fura em quatro pontos ao mesmo tempo e não permite contar; o prego fura um por vez, e a contagem é o coração dessa página. Cada furo corresponde a um quilo, e é preciso que o gesto seja individual para que a conta seja visível.
O escurecimento que aparece no dia seguinte é o que fecha a simpatia. A fruta oxida por onde foi furada, e o resultado é visível a olho nu: por ali saiu alguma coisa. Isso é o que a tradição chama de sinal, e é a razão de a receita pedir que você olhe antes de descartar.
E a orientação de não comer nada da fruta é constante em qualquer simpatia para emagrecer feita com alimento. O material foi usado, cumpriu a função e sai da casa.
Sobre o prego, vale a orientação óbvia que ninguém dá: use um prego limpo e cuide para não furar o dedo. Segure a maçã sobre a mesa e não na palma da mão suspensa, que é onde os acidentes acontecem. Ritual nenhum pede que alguém se machuque.
Por que uvas verdes, e por que estouradas?
A uva entra pela mesma porta da maçã: ela é a fruta azeda entre as frutas doces, e a versão verde é sempre a mais ácida do cacho.
Mas o que faz essa simpatia funcionar não é o sabor, é o formato. A uva é a única fruta comum que já vem em unidades separadas, pequenas, iguais entre si e do tamanho de um dedo. Nenhuma outra permite contar tão bem: você separa exatamente o número que precisa, sem cortar, sem pesar e sem dividir nada.
O gesto de estourar tem leitura própria. A uva é cheia por dentro, e o que existe ali é líquido sob pressão. Apertar entre os dedos até romper é o gesto mais direto de fazer algo cheio virar algo vazio, e isso acontece na sua mão, com o som e a sensação de que aconteceu.
Repare que a receita manda deixar o líquido cair num pires em vez de deixar escorrer nos dedos. É proposital: o que saiu precisa estar visível e separado de você, e não espalhado pela sua pele.
O “menos um” dito a cada estouro é a contagem regressiva do pedido. Não se conta subindo, se conta descendo, porque o que se pede é redução.
E o descarte em dois pontos diferentes, um para as cascas e outro para o resto do cacho, segue a mesma lógica que atravessa toda essa página: o que foi usado no ritual não volta para a rotina da casa.
Um último ponto sobre a escolha do cacho. Prefira as uvas mais firmes e evite as que já estão amassadas ou soltando líquido sozinhas. A uva precisa estourar pelo seu gesto, e não estar estourada antes de você chegar nela.
Existe ainda uma leitura sobre o cacho em si. Uva nasce em grupo, presa ao mesmo galho, e separar as unidades já é um gesto de desfazer conjunto. Antes de estourar, você já tirou cada uma do lugar em que estava agarrada.
Por que a semente do mamão?
A semente do mamão tem uma característica que a torna quase única entre os materiais de feira: ela é a parte que ninguém aproveita.
Quando se abre um mamão, o primeiro gesto de qualquer pessoa é raspar as sementes com a colher e jogar fora. Elas ocupam o centro da fruta, são o que se retira para poder comer, e ninguém pensa duas vezes antes de descartá-las. Essa relação já existe pronta na cabeça de quem faz, e a tradição aproveita isso.
Existe também o aspecto físico. As sementes são escuras, redondas, pesadas para o tamanho e caem com peso perceptível. Quando você as solta de uma altura, elas não flutuam nem se espalham: descem direto. É por isso que a receita pede que você estenda o braço e as deixe cair, uma a uma, ouvindo cada uma bater no papel.
O papel branco aberto no chão cumpre duas funções. Recebe o que caiu, tornando visível o monte que se formou, e serve de embrulho para o descarte depois, sem que você precise tocar de novo no que já foi entregue.
A lavagem antes de tudo também não é higiene apenas. A tradição sempre pediu material limpo, sem resto da polpa, porque a polpa é a parte doce e ela não pertence a esse pedido.
E a orientação de descartar as sementes que sobraram em outro lugar é o que separa o que participou do ritual do que não participou, regra que vale para qualquer simpatia para emagrecer feita com fruta.
Existe ainda uma leitura sobre a quantidade. O mamão comum tem centenas de sementes, muito mais do que qualquer pessoa precisaria contar. Isso significa que sempre vai sobrar material, e a tradição interpreta essa abundância como sinal de que o pedido cabe: não falta semente para representar o que se quer perder.
Por que manjericão com sal fino?
Essa é a única simpatia da página com dois materiais, e eles estão ali por razões opostas que se completam.
O manjericão é uma folha carnuda e cheia de água, diferente do alecrim. Ela é grossa, macia, e murcha rápido quando perde líquido. Isso a torna o material perfeito para mostrar, em poucas horas, um processo que normalmente levaria dias.
O sal fino é o agente. Qualquer pessoa que já salgou uma folha sabe o que acontece: em pouco tempo a folha larga água e encolhe. O sal puxa o líquido para fora, e esse é um dos fenômenos mais visíveis que existem numa cozinha. A tradição popular reparou nisso muito antes de existir explicação técnica, e usou o que via.
Por isso a receita pede sal fino e não grosso. O grosso fica em pedra sobre a folha, cobre pouco e demora; o fino se espalha por toda a superfície e age em toda a folha ao mesmo tempo. Como o gesto é cobrir até ficar branca, só o fino faz isso direito.
O que se vê no dia seguinte é o argumento inteiro dessa simpatia: folhas menores, escuras e enrugadas, com água em volta. A frase dita durante o gesto anuncia exatamente o que vai acontecer, e depois acontece.
Uma observação sobre o descarte na terra: folha salgada não se joga em vaso de planta viva, porque o sal prejudica a terra. Por isso a receita pede terra longe de casa, e não o seu jardim.
E se você não encontrar manjericão fresco, a orientação da tradição é esperar até achar, e não trocar por outra folha. Manjericão foi escolhido pela espessura da folha, e folha fina não larga água do mesmo jeito. Aqui a substituição muda o que se vê no dia seguinte.
Por que azeite, água e lua minguante juntos?
Esses três elementos formam o conjunto mais direto da página, porque cada um deles diz a mesma coisa de um jeito diferente.
O azeite não se mistura com a água. Isso é o que qualquer pessoa observa em qualquer cozinha do mundo, e é por isso que a tradição escolheu esse par. Por mais que você mexa, o azeite volta a se separar e sobe para a superfície. Ele fica ali, boiando, visivelmente fora da água, sem nunca fazer parte dela.
É exatamente essa a ideia que a simpatia trabalha: o que sobra em você não é você. Está junto, está por cima, está visível, mas não pertence. Por isso a receita proíbe misturar. Quem mexe está fazendo o oposto do que o ritual pede, tentando integrar aquilo que deveria permanecer separado.
A colher de chá é medida de contenção, e não de contagem. Azeite demais formaria uma camada única cobrindo toda a superfície, e o que se quer ver é a separação, não a cobertura.
A lua minguante fecha o conjunto. No calendário popular, minguante é a fase em que as coisas diminuem, e é ela que a tradição sempre associou a tudo que se quer reduzir, cortar ou encerrar. É por isso que tanta simpatia para emagrecer pede essa fase específica: crescente serviria para o pedido contrário.
Abandonar o copo na área aberta é o encerramento. O material fica exposto à noite inteira e não volta para dentro, do mesmo jeito que o pedido não volta para você.
Uma dúvida frequente: e se estiver nublado e a lua não aparecer? A tradição sempre respondeu que a fase vale mesmo sem a lua visível, porque quem manda é o calendário e não o céu daquela noite. O copo continua na área aberta, e o pedido continua valendo.
Por que ervilha crua?
A ervilha seca é o grão mais bem resolvido dessa página para uma finalidade específica: fazer fila.
Ela é pequena, redonda, dura e todas as unidades são praticamente idênticas. Isso permite alinhar em linha reta sobre a mesa sem que nenhuma role para longe ou se destaque das outras. O feijão é irregular, o arroz é fino demais, o milho é grande. A ervilha fica exatamente onde você coloca.
E a fila é o ponto. Enfileirar os grãos transforma um número abstrato em algo que ocupa espaço na sua frente. Quem quer perder quinze quilos vê quinze grãos em linha, e a quantidade deixa de ser uma ideia e passa a ser um comprimento visível sobre a mesa.
O gesto de varrer tudo de uma vez, com a mão aberta, é o oposto de tirar um por um. Nas outras simpatias da página a contagem é individual; aqui ela é feita na montagem, e a retirada acontece num movimento só. Isso muda o significado: não se perde aos poucos, se perde de uma vez.
A orientação de não deixar nenhum grão na mesa vale mais do que parece. Grão esquecido é pedido incompleto, e a tradição sempre foi rígida nesse ponto. Passe a mão duas vezes, se precisar.
O resto do pacote pode ser usado normalmente, e essa é uma diferença em relação às outras receitas. A ervilha que não entrou na fila não participou de nada, e continua sendo apenas comida.
Sobre a superfície, prefira uma mesa lisa e sem toalha. Toalha faz o grão afundar no tecido e atrapalha tanto a fileira quanto o gesto de varrer. Mesa lisa deixa a linha reta e permite recolher tudo de uma vez, que é o que a receita pede.
Por que canjica crua, e por que num copo transparente?
A canjica foi escolhida por um motivo que nenhum outro grão desta página oferece: ela é grande o suficiente para que a retirada seja visível.
Quando você tira grãos de arroz ou de ervilha de um recipiente, o nível quase não muda, porque cada unidade é pequena demais. Com a canjica é diferente. Cada grão ocupa espaço real, e retirar dez ou quinze deles faz o nível baixar de forma perceptível.
Daí vem a marca de caneta no copo. Ela é o registro de onde você começou, e existe justamente para que a diferença seja mensurável. Sem a marca, o nível baixaria e você não teria como afirmar que baixou. Com a marca, o resultado do gesto fica documentado no próprio material.
O copo transparente é obrigatório pela mesma razão. Num copo opaco você tiraria os grãos sem ver nada, e a simpatia perderia todo o efeito que a sustenta, que é olhar e constatar.
Repare que a receita manda encher só até a metade. É proposital: sobra espaço acima e abaixo, e o nível fica no meio do campo de visão, onde a queda é mais fácil de notar.
O descarte em dois pontos diferentes separa quem participou de quem não participou. Os grãos tirados representam os quilos e vão para longe; a canjica que ficou representa o que permanece com você, e por isso não vai para o mesmo lugar.
Vale a atenção de sempre com a marca: faça o traço na parte de fora do copo e com caneta que não apague com o contato da mão. Marca borrada durante o gesto tira do ritual justamente o que ele tem de melhor, que é a comparação entre o antes e o depois.
E o nível abaixo da marca é o que se olha por último antes de encerrar. Numa simpatia para emagrecer construída sobre contagem, esse é o único momento em que o resultado aparece como distância entre dois pontos, e não como quantidade de objetos.
Por que a romã, e por que em forma de chá?
A romã fecha a página, e não é por acaso que ela é a última.
Nenhuma fruta da tradição popular brasileira carrega tanta força quanto ela. Casca de romã na carteira, semente guardada no dia primeiro do ano, casca seca no cantinho da casa: são costumes que praticamente todo mundo conhece de ouvir falar. É a fruta que o povo elegeu para tudo que é pedido importante, e usá-la marca o encerramento do repertório.
O detalhe é que a receita usa a casca, e não a semente. A semente é a parte associada a multiplicar, a atrair, a fazer render, e não é isso que se pede aqui. A casca é a parte amarga, resistente, a que protege e a que se descarta. É ela que pertence à família do que reduz.
O chá existe para transformar a casca em algo que possa ser derramado. Enquanto ela é casca, só dá para carregar ou guardar. Fervida, vira líquido, e líquido rega, encharca e penetra. É o único formato que permite o gesto que a simpatia pede.
Regar o próprio nome escrito no papel é o que dá endereço ao pedido. Nas outras receitas o número aparece na contagem dos objetos; aqui ele aparece escrito à mão, embaixo do nome, e é sobre esse conjunto que o chá cai.
E o terreno seco recebe pela mesma lógica do bagaço de cana: terra que não faz brotar é terra que encerra. Sair sem olhar para trás é o gesto final de qualquer simpatia para emagrecer que se despede do que foi entregue.
Uma orientação sobre a fervura: use a casca de uma romã só e água suficiente para cobrir. Chá concentrado demais não muda o resultado, e o que importa é ter líquido bastante para encharcar o papel por inteiro. E espere esfriar de verdade antes de sair, porque líquido quente derramado na terra evapora antes de fazer o que precisa.

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